quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O passado, é o passado

Hoje não é um dia qualquer. É um dia que só acontece uma vez de 4 em 4 anos. Isso significa que existem pessoas que só fazem anos nessas datas, mas têm de os festejar antes ou depois. Acho que ninguém liga realmente muito a isso, porque os anos vão passando e as pessoas fazem anos todos os anos. A vida não pára. Mas hoje, além de ser um dia que acontece poucas vezes, também foi um dia importante para mim. Foi um dia em que me apercebi do quanto parva fui há uns anos atrás. Foi um dia em que percebi que a mudança me tornou uma pessoa bem melhor. Estou feliz por mim e por quem tenho na minha vida neste momento. Sei que não me vão abandonar. Neste dia, que para muitos pode ter significado e para outros nenhum, para mim significou muito. Mas, no início do dia, era um dia como tantos outros. Fui para a escola de autocarro, tive aulas o dia inteiro e supostamente voltava de autocarro para casa, mas a minha mãe trouxe-me. Mas desta vez não acabei o dia a ver TV. Acabei o dia a falar com a minha mãe. Não estivemos muito tempo a falar, mas falámos muito. Falamos do passado. Apercebi-me que o passado é isso mesmo, passado. Ficou lá atrás, mas não ficou esquecido. Percebi que muitas das vezes fui injusta com ela, muitas das vezes a fiz sofrer. Isso aconteceu porque havia outra pessoa a tentar meter-me contra ela. Está errado. Não se faz o que eu lhe fiz e o que essa pessoa fez com que eu fizesse. Não se diz o que eu disse a uma mãe tão fantástica como a minha. Mas, antes, eu era uma criança. Acreditava, ingenuamente em tudo o que me diziam. E agora percebo o quão injusta fui naquilo que disse e que fiz. Infelizmente, nunca pude pedir desculpa há pessoa mais importante na minha vida, a minha avó. Mas desde que já não a tenho comigo, essa pessoa importante passou a ser a minha mãe. Agora vejo que ela esteve sempre comigo e que nunca me quis mal. Se eu estava a ser injusta com ela, era não só por ser ingénua, mas porque outro alguém me andava “a fazer a cabeça” contra ela. Não pude pedir desculpa por muitas das coisas que fiz há pessoa mais especial da minha vida, mas agora vou poder remediar esse tremendo erro antigo. A minha mãe está aqui comigo, todos os dias. Tenho a sorte de a ter como mãe. E também vou ter a hipótese de lhe pedir desculpa por tudo aquilo que lhe disse e não devia ter dito antes. Não me vou desculpar com o que a outra pessoa me dizia sobre ela. Apenas fiz o que achava que estava certo naquele momento, e como ingénua que era também achava que estava correto. Não me arrependo do que fiz, mas do que deixei por fazer. Sempre fui assim. Esse é o meu maior lema. Mas a minha maior verdade, é que fiz mal a quem mais gostava de mim e finalmente me apercebi que está na hora de corrigir alguns erros do passado que não passavam de meros acasos (pensava eu). Não me lembro duma grande parte da minha vida, acho que todos somos assim. Provavelmente se me lembrasse, era mau sinal. Mas o passado, é passado e ninguém o pode alterar. Por isso, vou mudar o que pode acontecer no futuro. É isso que realmente vou fazer o resto da minha vida.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ironic

Sabem o que é irónico? Pois aqui estou eu para vos falar um pouco sobre a ironia. Não é irónico avisarmos uma pessoa de alguma coisa que está errada e fazermos o que dissemos ao outro para não fazer no momento seguinte? Não é irónico dizermos “Deixa-te estar ai que estás bem” e depois vamos nós aquele sitio que dizíamos nunca entrar? Pois bem, isso não é só ironia. Não vos vou julgar pelo que são, nem pelo que querem em cada momento. A vida muda, as vontades também. Mas venho aqui especialmente falar de algumas pessoas que tanto me desiludem e magoam a cada dia que passa. Todos os dias tenho de lidar com elas, e ignorar os seus comentários torna-se não difícil, mas impossível. Dizem que tenho mau feitio, pois eu admito-o com muito orgulho. E sabem porquê? Porque faz parte da minha personalidade, porque é ele que me faz insistir e persistir todos os dias, desde que me levanto até que me deito. É ele não me deixa desistir, porque a vontade e a persistência tornam-se maiores que tudo o resto. Admito também que, por vezes, falo mal com as pessoas de quem mais gosto. Isso é errado, eu sei. Mas todos nós sabemos que quem apanhamos 1º há nossa frente quando estamos irritados, sem paciência e que nos é muito próximo, torna-se alguém que sabemos que podemos “mal tratar” e depois pedir-lhe desculpa. No meio disto, também posso afirmar com toda a certeza que mudei. Mas mudei para melhor, pois já sei controlar melhor o meu mau feitio. Aprendi a sorrir, em vez de olhar com aqueles olhos de quem quer matar alguém. Aprendi a olhar e a acenar com a cabeça, para responder se não me apetecer falar. Mas agora, ando a aprender uma nova e difícil lição para mim. A de ser menos impulsiva. A de estar calada. A de não falar quando não devo. A de não magoar os outros. Além de difícil, tem sido dolorosa para mim. Não sei porque acordo todos os dias com um sorriso para mostrar a alguém, e quando chego ao pé desse alguém ele me mostra um olhar arrogante, indiferente e agressivo. E quando abro a boca, estrago tudo. Então, vou aprender a calar-me e a falar para mim. A pensar e a agir nos momentos certos. Mas continuo a não perceber, porque me mostram uma cara “má” e agressiva todos os dias se dizem gostar de mim. Porquê? Já não aguento esse vosso mal-estar com a vida, essa vontade que vocês têm de deixar alguém mal disposto e com vontade de morrer ou fugir daqui. Já não vos aguento mais. Estão mal com o mundo? Têm 2 soluções: ou desaparecem ou mudam de atitude de vez! Eu acho que sei qual a mais acertada, e vocês também. Aqui vos peço, por vocês, por mim e pelos outros, mudem a vossa atitude de uma vez por todas! E, no meio de tantas palavras e da revolta que sinto, apenas percebo uma coisa. Não sei viver com vocês, nem sem vocês.