quarta-feira, 14 de março de 2012

Dream vacation to a strange place


Como todas as pessoas, esta noite tive um sonho muito estranho do qual me lembro perfeitamente. Já tenho algumas falhas, visto que foi bastante irreal, dai ser chamado de sonho. Acordei por volta das 5 da manhã com um sobressalto, assustei-me e lembro-me perfeitamente com o quê. Mas isso conto-vos mais há frente. Vamos começar pelo início. Estava de férias com o meu irmão e com a minha mãe e decidimos ir para um sítio paradisíaco, estávamos bem financeiramente. Então fomos nesse próprio dia. Agarrámos nas coisas e fomos embora. Chegámos ao destino muito rápido, nem me apercebi da viajem. E quando lá cheguei, olhei para o chão e não o via. Não tinha chão por baixo de mim. Apercebi-me de que estava no ar sim, mas enrolada numa manta voadora com o meu irmão e com a minha mãe. Não me lembro exatamente do nome do sítio, mas era algo chamado de Towiee ou Toswiee, não sei bem. Passei por vários países e capitais, tais como Alemanha, Copenhaga, França, Amesterdão e mais não me lembro. Fui para o lado direito do mapa para uma ilha qualquer perdida. Sei que os países e capitais não estão por ordem, mas num sonho nada faz sentido. Quando lá cheguei, sobrevoei aquele sítio lindo. Era mágico. Sol, calor, palmeiras e chapéus de sol em bico, muita gente na praia a brincar ou a passear, a água era límpida e transparente, mais azul era impossível. Era um verdadeiro local paradisíaco. Depois meti os pés no chão, e receberam-nos muito bem. Tínhamos um grupo de pessoas daquele sítio há nossa espera para nos mostrar tudo, uma espécie de guias mas só por umas horas. Estava muito entretida a ouvir todas as explicações e rodeada de pessoas que nem me apercebi de que estava a acontecer algo que não era normal. Vejo as pessoas a fugirem da praia, a esconderem-se muito rápido, e o rapaz que estava a explicar-me puxou-me de tal maneira para me esconder que nem tive tempo para reagir. Fiquei simplesmente a olhar para tudo o que estava a acontecer daquele sítio onde me escondera. Estava na 1ª fila de um teatro a assistir a uma peça, pensara eu. E com os olhos muito abertos, assisti a uma cena da qual não me esquecerei. Vi a vir na direção das pessoas uma coisa muito grande, preta, com muitas pernas. Era uma aranha gigante. Não sei porquê, mas disseram-me que aquilo era normal acontecer pelo menos 1 vez por ano naquele sítio e que já esperavam aquilo. Só não sabiam a data exata em que iria acontecer. A minha mãe não sabia de tal acontecimento naquele sítio, pois se soubesse nunca teríamos ido para lá. Foi então que no meio da confusão, deixei de ver a minha mãe e o meu irmão. Fiquei preocupada. Iria voltar a vê-los? Estariam bem? Onde estariam? Teriam conseguido esconder-se? Senti um arrepio na espinha como se algo de muito mau tivesse acontecido, e fiquei chocada quando vi a tal aranha gigante a agarrar uma pessoa e a apertá-la. Não a enrolou nas teias, simplesmente a agarrou com as patas e estava a meter veneno dentro dela. Mas eu não assisti aquela cena, apenas vi a aranha, não a pessoa. Nem sequer a vi a envenenar a pessoa. E no meio daquela cena digna de filme, veio uma onda gigante do mar. Apenas uma. Pensei que seria um tsunami, mas não. Assim que aquela onda passou e levou algumas pessoas e objetos há sua frente, a praia secou por completo. Levou também a aranha para bem longe dali. Nunca mais ninguém a viu. Apenas se desviaram dela e se esconderam para não acontecer o que aconteceu á tal pessoa. Só pensava se essa pessoa estaria bem ou não. Onde estava ela, como se sentia. A minha mãe teimava em não aparecer e o rapaz que estava comigo de início, tinha desaparecido. As pessoas fugiram todas e ouvia-se um silêncio total naquela praia, agora seca e deserta. Até que comecei a ouvir gritos, choro, sofrimento. Era uma pessoa a gritar. Tentei procurá-la e uns metros há frente encontrei-a. Estavam lá 3 pessoas com ela. Uma a tirar-lhe o veneno da aranha, outra era o rapaz que estava ao pé de mim e tinha desaparecido, e a outra era a mulher do homem que estava a ajudar a pessoa a tirar o veneno de dentro dela. A mulher estava completamente apavorada, agarrada ao seu marido. Não conseguia falar e muito menos mexer-se. E quando me aproximei para perguntar se a pessoa ia ficar bem, entrei em estado de choque. Fiquei apavorada ao ver que era o meu irmão que estava ali. Queria chorar, mas não conseguia. Queria ajudá-lo, mas não podia pois não saberia como o fazer. Procurei a minha mãe para me agarrar a ela, mas ela não estava ali. Tinha fugido, como todas as outras pessoas. Apercebi-me então que tinha de ser forte e aproximei-me de novo do meu irmão, que só gritava e chorava sem parar e me suplicava para o ajudar. Olhei para ele, e quando comecei a ver o veneno da aranha a sair de dentro dele, comecei a chorar. Mal ele abriu os olhos, só conseguia ver preto a sair de dentro dele. Só o conseguia ver com a boca aberta, em pé, estático, virado para o céu a gritar e a sair veneno preto pela boca também. E quando eu queria ver como realmente acabava esta história, acordei sobressaltada. O meu coração começou a palpitar e eu não parava de me mexer enquanto estava deitada, até que acordei. Pensava e desejava que já fossem horas de ir para a escola, pois sabia que iria ser difícil voltar a adormecer, mas não eram. Eram 5 da manhã. Ainda de noite. Quando me apercebi que tinha que voltar a dormir, tentei terminar aquele sonho da melhor forma possível, mas passado pouco tempo adormeci a pensar em coisas e pessoas completamente diferentes. Não acabei o sonho é certo, mas aquele lugar em que eu fui parar, que achava ser paradisíaco e perfeito para umas férias descansadas e sem problemas, tornou-se o maior dos meus pesadelos. Não tenho medo de aranhas, tenho sim nojo. Então quando são grandes encolho-me toda, como se elas fossem uma ameaça para mim. Percebi finalmente que aquele sítio que não sei onde fica, era um lugar perfeito e lindo, mas horrível. Só gostava de saber desenhar bem para conseguir meter no papel aquela imagem do meu irmão envenenado que nunca me sairá da cabeça e do sítio paradisíaco a que fui.









1 comentário: