domingo, 11 de março de 2012

Say “I love you” is not enough


Estou aqui, pela primeira vez, para dizer o que me apetece relembrar todos os dias da minha vida. Até aqui falei de tristeza, de coisas injustas, pois agora quero que seja o contrário. Todos sabemos que a felicidade se constrói, e com certeza que não o fazemos com base nas tristezas da nossa vida. A minha vida tem-me posto á prova constantemente, mas eu não desisto. Hoje, sei que muitas das coisas em que sempre acreditei são uma mentira. Eu vivi numa mentira durante tantos anos, que agora não quero ouvir nem falar nessa palavra. Mas estou aqui, como já referi, para falar de coisas boas. Uma das coisas mais bonitas que a vida nos trás é precisamente o amor. Depende da maneira como o demonstram, como gostamos ou não de o ter e da maneira que gostamos. O amor é lindo, desde que seja vivido em cada pessoa á sua maneira. Não julgo ninguém por me chamar pirosa quando falo deste sentimento que é tão forte e que toda a gente precisa. Pois quem me chama de pirosa, talvez nunca tenha sentido o verdadeiro amor. Aquele que nos faz proteger aquela pessoa, aquele que faz com que acreditemos que aquela pessoa nunca irá desaparecer da nossa vida e ficará connosco para sempre. Mas eu não acredito no “para sempre”. Todos sabemos que isso não passa de uma mentira. Nada é para sempre. Nem as pessoas, nem os sentimentos, nem as atitudes, nada. Até aqui falei de uma forma muito geral de amor, mas existem várias maneiras de se amar alguém. Pode ser amor de pessoas da nossa família, dos nossos amigos ou daquele a quem chamamos de “amigo colorido”. Eu falo desse mesmo, do “amigo colorido”. Para muitos é apenas isso, mas eu acredito que quando se gosta de alguém, esse alguém não é apenas um amigo colorido. Essa pessoa quer queiramos quer não, vai fazer parte de um tempo na nossa vida. Tempo esse que nos vai fazer crescer provavelmente. Admiro quem “namora” com este e com aquele, pois essas pessoas não sabem o que é amar de verdade. Não sabem o que é conhecer uma pessoa, aceitar os seus defeitos e vê-los mesmo assim como coisas boas. Não sabem aproveitar o que há de melhor na vida. Talvez um dia percebam que existe coisas muito melhores que “curtir”, que se pode ter as mesmas coisas e de formas bem melhores e exclusivas. Tal como diz uma música “Ninguém é de Ninguém”, mas quando toca ao amor passamos a ser da outra pessoa e a outra pessoa nossa. Não de uma forma física, mas interior. E é tão bom sentir que alguém sente o mesmo por nós e que o quer demonstrar perante todos! É tão bom sentir que estamos a tremer por dentro por irmos ter com aquela pessoa, sentir calafrios nas mãos, e o coração a 1000 á hora! É bom sentirmos que alguém nos ama apesar de todos os nossos defeitos que pareciam tão insuportáveis. Admiro as pessoas que perguntam “como é possível estares com aquela pessoa, ela é tão diferente de ti”. Pois bem meus amigos, tenho a dizer o que muitos me disseram e bastantes vezes, “os opostos atraem-se”. Se acham isto mentira, então um dia talvez percebam que não podemos ter alguém ao nosso lado igual a nós. Seria aborrecido, e nunca nos daríamos bem com essa pessoa. Já a conhecíamos e provavelmente iriamos discutir por tudo e por nada. Na minha vida já tive tantas discussões, mas até hoje admiro-me de como é que nunca me chateei ou zanguei com a pessoa que conquistou o meu coração. É estranho e impossível talvez. Devem achar que estou a dizer uma mentira pegada, mas é verdade! Sempre vivi num ambiente de discussões, nunca soube o que era ter uma relação sem gritos e portas a bater por perto. Agora sei, que isso torna as coisas muito mais difíceis e complicadas do que já são. Sei que as pessoas se entendem a falar e quem ninguém tem de faltar ao respeito ao outro. Pois é isso que eu sinto todos os dias na minha vida. Não da parte da pessoa que me conquistou o coração, mas da parte de quem me é mais próximo. E é tao triste quando alguém que sempre esteve connosco nos engana e não nos sabe ouvir, compreender e aceitar. Tenho pena dessas pessoas, mas ninguém pode ser obrigado a mudar. Isso tem de partir da própria pessoa. Por isso mesmo, chego á conclusão de dizer “Amo-te” não chega. Temos que o demonstrar todos os dias, e quando temos aqueles dias difíceis é nesses mesmo que temos que estar ao lado daquela pessoa que tanto nos apoia quando mais precisamos, mesmo que nos custe muito e que não tenhamos paciência para nada nem ninguém. Mas nunca me esquecerei duma coisa. Não pudemos ajudar quem não quer ser ajudado!

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